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Carro elétrico desvaloriza mais? O dado de 2026 que muda a conta

Carro elétrico ao lado de carro usado em rua brasileira. Imagem: Notícias Direto / criada com inteligência artificial.
Carro elétrico e carro usado: a desvalorização na revenda virou um ponto importante para quem pretende comprar em 2026. Imagem: Notícias Direto / criada com inteligência artificial.

  

Eu fui pesquisar quanto um carro elétrico realmente perde de valor no Brasil depois de esbarrar num número que me deixou surpreso: Segundo o indicador, Segundo o indicador, os elétricos vendidos em 2022 já acumulam 50,10% de desvalorização até agosto de 2026.

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Antes de qualquer conclusão apressada, é importante dizer: este texto não tem a intenção de "detonar" o carro elétrico. A ideia aqui é entender o que está por trás desse número, comparar com carros híbridos e a combustão, e principalmente responder a uma pergunta prática — isso deveria pesar na decisão de quem pensa em comprar um elétrico, novo ou usado, agora?

O número que chamou minha atenção

O dado vem do IBV Auto, indicador criado pelo banco BV em parceria com a consultoria 4intelligence para acompanhar mensalmente a variação de preços de automóveis leves usados no Brasil. Diferente de uma pesquisa de opinião, o índice usa dados reais de transações financiadas pelo banco, ponderadas pelo volume e pelo preço de cada modelo — ou seja, reflete negócios que realmente aconteceram.

Na atualização referente a agosto de 2026, o relatório mostra que os elétricos lançados em 2022 acumulam desvalorização de 50,10%, contra 22,59% dos híbridos do mesmo ano e apenas 14,07% dos modelos a combustão comparáveis. Já os elétricos de 2023 perderam 46,15% do valor, os híbridos 26,36% e a combustão 21,72%.

Carro elétrico realmente desvaloriza mais?

Pelos números mais recentes, sim — pelo menos nos elétricos lançados em 2022 e 2023, que é o recorte que o indicador consegue medir com histórico suficiente até agora. A diferença para o carro a combustão não é pequena: no ano-modelo 2022, o elétrico desvalorizou quase 3,5 vezes mais do que o equivalente a combustão.

Mas eu acho importante colocar isso em contexto: desvalorização mais rápida não é sinônimo de "carro ruim" ou "tecnologia que não funciona". É, principalmente, um reflexo de como o preço do carro novo está se comportando — e no caso dos elétricos, ele está caindo rápido.

Tabela: desvalorização por tipo de propulsão

Ano-modelo Elétrico Híbrido Combustão comparável
2021 Sem dado divulgado pela fonte 17,47% 6,49%
2022 50,10% 22,59% 14,07%
2023 46,15% 26,36% 21,72%

Fonte: Atualização IBV Auto (banco BV / 4intelligence) — dados acumulados até agosto de 2026.

Um detalhe importante: esses percentuais são médias do IBV Auto e não significam que todos os carros elétricos de 2022 ou 2023 tenham perdido exatamente o mesmo valor. O desempenho de cada modelo pode ser diferente.

Por que os elétricos mais antigos perderam tanto valor?

Quando comecei a comparar os dados de desvalorização com os números de vendas de carros novos, o quadro começou a fazer mais sentido. O mercado brasileiro de elétricos e híbridos está em plena expansão: O crescimento da oferta também aparece nos dados recentes do mercado brasileiro. A Fenabrave registrou 503.768 emplacamentos de veículos em agosto de 2026, 16,87% acima de agosto de 2025. No acumulado dos oito primeiros meses do ano, foram 3.723.713 unidades, alta de 15,3% sobre o mesmo período de 2025. É um mercado movimentado, com forte concorrência entre marcas — justamente o ambiente em que mudanças de preços dos veículos novos podem pressionar os usados.

Esse crescimento não veio sozinho: chegou junto com mais marcas, mais modelos — incluindo importados chineses em maior volume —, baterias com mais autonomia, equipamentos melhores e, principalmente, preços mais competitivos nos carros zero-quilômetro. O próprio banco BV atribui a queda de valor dos elétricos usados a essa combinação: redução de preço dos modelos novos, aumento da concorrência entre marcas e estratégias agressivas de precificação das montadoras para ganhar espaço no segmento.

Na prática, um elétrico comprado em 2022 concorre hoje com lançamentos mais modernos e mais baratos. Isso empurra o preço do usado para baixo com muito mais força do que costuma acontecer no mercado de combustão, que está passando por uma transformação bem mais lenta.

O problema está realmente na bateria?

Esse foi um ponto que eu quis entender melhor antes de escrever qualquer coisa, porque é fácil cair na simplificação de "a bateria degrada, por isso desvaloriza". As fontes que consultei não atribuem a queda de preço principalmente à degradação da bateria — o fator citado com mais peso é comercial: a queda no preço do carro novo e a chegada de concorrentes mais competitivos.

Isso não quer dizer que a bateria seja irrelevante para o comprador de um usado — é um componente caro de trocar e a autonomia real varia com o uso — mas não encontrei, nas fontes consultadas, dados que atribuam a maior parte dos 50,10% de desvalorização à perda de capacidade da bateria em si. Por isso, prefiro não fazer essa afirmação sem uma fonte técnica específica que a sustente.

O que mudou no mercado brasileiro?

O pano de fundo é um mercado de usados aquecido de forma geral: o IBV Auto mostra que os preços dos automóveis usados no Brasil, olhando para o conjunto do mercado, acumularam alta de 3,55% nos primeiros oito meses de 2026, com valorização de 5,12% em 12 meses. Ou seja, enquanto boa parte dos usados no Brasil está ficando mais cara, os elétricos mais antigos seguem na direção contrária.

Esse contraste ajuda a entender por que o dado dos elétricos chama tanto atenção: não é que o mercado de usados esteja em crise — é que os elétricos estão desvalorizando dentro de um mercado que, no geral, está valorizando.

E para quem pensa em comprar um elétrico usado em 2026?

Aqui eu prefiro ser direto sobre o que os números sugerem, sem transformar isso em recomendação financeira: para quem está comprando (não vendendo), uma desvalorização mais acentuada pode significar a oportunidade de pagar um preço mais baixo por um carro que, tecnicamente, ainda tem muitos anos de uso pela frente. O prejuízo maior recai sobre quem vendeu — ou pretende vender — o carro que perdeu valor, não sobre quem está comprando agora.

Por outro lado, vale lembrar que esses percentuais são médias de um indicador, não uma regra fixa para cada modelo específico. Um elétrico específico pode ter se saído melhor ou pior do que a média do seu ano-modelo, dependendo da marca, da demanda por aquele modelo e da disponibilidade de peças e assistência técnica na sua região.

Elétrico, híbrido ou combustão: qual está segurando melhor o valor?

Olhando a tabela, o carro a combustão ainda é o que mais mantém valor na revenda, nos dois anos-modelo analisados. O híbrido fica no meio do caminho: desvaloriza mais que a combustão, mas bem menos que o elétrico puro. Essa posição intermediária tem sentido, já que o híbrido combina motor a combustão com parte da tecnologia elétrica, sem depender de uma bateria tão grande quanto a de um elétrico puro.

Também notei, comparando os dados de 2022 e 2023, que a diferença entre elétrico e combustão diminui um pouco nos modelos mais novos — de quase 36 pontos percentuais de distância no ano-modelo 2022 para cerca de 24 pontos no ano-modelo 2023. Isso pode indicar uma acomodação gradual do mercado, mas ainda é cedo para tratar isso como tendência consolidada.

Minha análise depois de olhar os números

Depois de comparar essas fontes, minha leitura é que a desvalorização mais forte do elétrico não é um sinal de que a tecnologia não vale a pena — é um reflexo de um mercado em transformação rápida, com mais concorrência, mais opções e preços de carro novo em queda. Isso é, em boa parte, uma boa notícia para quem quer comprar um elétrico daqui para frente, e uma notícia ruim para quem comprou um em 2022 pensando em revender em poucos anos.

O que eu considero importante deixar claro é que desvalorização não é o único fator que compõe o custo real de ter um carro. Economia de combustível, manutenção, seguro e impostos também entram na conta — e não são o foco deste texto, mas fazem parte da decisão completa de quem está escolhendo entre elétrico, híbrido e combustão.

Perguntas que eu faria antes de comprar

Se eu estivesse na posição de decidir entre um elétrico usado e um a combustão hoje, eu me perguntaria: pretendo trocar de carro em poucos anos ou pretendo rodar com ele por muito tempo? O preço mais baixo do elétrico usado compensa uma eventual dificuldade de revenda mais à frente? Existe assistência técnica e disponibilidade de peças para aquele modelo específico na minha região? E, principalmente: estou olhando só o preço de compra, ou também o que devo economizar (ou perder) ao longo dos anos de uso?

Sim, pelos dados mais recentes do banco BV, o carro elétrico desvalorizou consideravelmente mais do que o carro a combustão nos anos-modelo 2022 e 2023 no Brasil. Mas esse número reflete principalmente a rápida evolução do mercado — mais concorrência, mais modelos e preços de carro novo em queda — e não um defeito do carro elétrico em si. Para quem pensa em comprar um usado, isso pode até representar uma oportunidade; para quem pensa em vender em poucos anos, é um ponto que merece atenção extra na hora de fazer as contas.

Perguntas frequentes

Carro elétrico desvaloriza mais que carro a combustão?
Sim, segundo o IBV Auto (banco BV), nos anos-modelo 2022 e 2023 os elétricos desvalorizaram bem mais do que os modelos a combustão comparáveis.

Por que carros elétricos usados perderam tanto valor?
Principalmente pela queda no preço dos elétricos novos, o aumento da concorrência entre marcas — incluindo mais modelos importados — e estratégias comerciais agressivas das montadoras.

Vale a pena comprar um carro elétrico usado em 2026?
Pode ser uma oportunidade de preço para quem está comprando, mas depende de fatores como assistência técnica disponível, uso pretendido e planos de revenda futura. Não é uma recomendação financeira, é um ponto a considerar.

A bateria influencia a desvalorização?
As fontes consultadas apontam fatores comerciais como principal causa da desvalorização, não a degradação da bateria. Não há dado específico que atribua a maior parte da perda de valor à bateria.

Carro híbrido desvaloriza menos que elétrico?
Sim, segundo os dados de 2022 e 2023, o híbrido perde valor mais devagar que o elétrico puro, embora ainda mais rápido do que o carro a combustão.

Comprar elétrico usado pode ser uma oportunidade?
Para quem está comprando, sim, no sentido de pagar menos por um carro ainda funcional. Para quem vendeu ou pretende vender em pouco tempo, o cenário é mais desafiador.

Fontes consultadas

  • Banco BV — Atualização IBV Auto, agosto de 2026
  • Fenabrave — dados de emplacamento de elétricos e híbridos em 2026, via Agência Brasil
  • InfoMoney — reportagem de contextualização sobre desvalorização de elétricos
  • AutoData — reportagem sobre preços de usados em agosto de 2026

PIX AUTOMÁTICO PAGAMENTOS RECORRENTES: Como Funciona a Nova Regra do Banco Central que Muda Suas Contas

Pix Automático Pagamentos Recorrentes: A Virada de Chave nas Finanças

Chega de esquecer de pagar contas ou de depender de boletos! O Banco Central (BC) acaba de dar um passo gigante para simplificar a vida financeira de milhões de brasileiros, tornando o Pix automático pagamentos recorrentes um meio de pagamento obrigatório no país. 

A partir desta segunda-feira, esta nova modalidade passa a funcionar para todas as instituições financeiras.

Essa mudança é muito mais do que uma atualização; é uma revolução que substitui métodos antigos, como o débito automático e os boletos bancários para cobranças que se repetem. 

Portanto, se você paga mensalidades de academia, contas de luz ou assinaturas de streaming, essa novidade é feita para você.

Na prática, o Pix automático pagamentos recorrentes permite que você autorize uma única vez um débito. Depois disso, o pagamento é feito automaticamente, sem que você precise se preocupar mês a mês. 

O BC acredita que a medida irá facilitar a vida de até 60 milhões de brasileiros e simplificar a cobrança para milhares de empresas.

O Fim dos Boletos e a Facilidade dos Pagamentos Recorrentes

O Pix automático pagamentos recorrentes é uma solução que foi lançada inicialmente como opcional em junho, mas agora se torna essencial. 

O principal objetivo é simplificar a cobrança para quem vende (empresas e prestadores de serviço) e desburocratizar o pagamento para quem compra (o consumidor).

Em outras palavras, esta ferramenta elimina a necessidade de convênios bancários individuais, que eram uma dor de cabeça para pequenas e microempresas. 

Agora, basta que a empresa tenha acesso ao sistema Pix para poder oferecer a cobrança automática.

Além disso, essa modalidade funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana, inclusive feriados. 

Se o dia do vencimento da sua conta cair em um domingo, o pagamento é processado sem atrasos.

PIX AUTOMÁTICO PAGAMENTOS RECORRENTES: Como Funciona a Nova Regra do Banco Central que Muda Suas Contas. Foto: reprodução/internet/canva.
PIX AUTOMÁTICO PAGAMENTOS RECORRENTES: Como Funciona a Nova Regra do Banco Central
que Muda Suas Contas. Foto: reprodução/internet/canva.

Como Autorizar o Pix Automático?

A mecânica do novo sistema é simples e segura, e tudo é feito pelo aplicativo do seu banco:

Pedido da Empresa: A empresa ou prestador de serviço envia um pedido de autorização de Pix automático ao seu banco.

Sua Aprovação: Você, o cliente, entra no aplicativo do seu banco e aceita o pedido e os termos.

Definição de Regras: Você define a frequência da cobrança (mensal, semanal, etc.), se o valor será fixo ou variável e, o mais importante, estabelece um limite máximo por transação.

Débito Automático: A partir da data combinada, os valores serão debitados automaticamente, trazendo mais comodidade para sua rotina.

Segurança em Primeiro Lugar: As Regras do Banco Central

Apesar de toda a facilidade do Pix automático pagamentos recorrentes, a segurança é uma preocupação máxima do Banco Central. Como a ferramenta lida com a autorização de débitos, há um risco maior de fraudes por parte de empresas que possam enviar cobranças indevidas.

Por conseguinte, o BC estabeleceu critérios rigorosos para quem deseja oferecer esta forma de cobrança. As instituições financeiras (bancos e corretoras) são obrigadas a checar a fundo as empresas que aderirem ao sistema.

Os bancos devem verificar:

Dados Cadastrais: Checagem completa do CNPJ e da situação dos sócios e administradores.

Atividade: Confirmação de que a atividade da empresa é compatível com o serviço que está cobrando.

Histórico: Análise do histórico da empresa com o sistema financeiro.

Tempo de Vida: Apenas empresas com mais de seis meses de atividade poderão oferecer o Pix automático.

Portanto, essa fiscalização visa proteger o consumidor de cobranças surpresa ou de golpes.

Quem Pode Usar e Quais Contas Podem Ser Pagas?

Esta nova modalidade tem regras claras sobre quem pode pagar e quem pode cobrar:

Pagador: Somente pessoas físicas (o consumidor) podem usar o Pix automático para pagar suas contas.

Cobrador: Apenas empresas ou prestadores de serviço (pessoas jurídicas) podem solicitar o débito.

É importante notar que o Pix automático não se aplica a pagamentos recorrentes entre pessoas físicas (como mesadas, aluguel para PF ou salário de empregado doméstico). 

Para essas situações, permanece o uso do Pix agendado recorrente, uma modalidade que os bancos são obrigados a oferecer desde outubro de 2024.

O Pix automático é ideal para o pagamento de:

Contas de consumo (água, luz, internet).

Mensalidades de escolas, faculdades e academias.

Assinaturas digitais de plataformas de streaming e jornais.

Clubes de assinatura e outros serviços periódicos.

O Impacto da Nova Regra na Economia

O impacto esperado do Pix automático pagamentos recorrentes é significativo. Além da comodidade para o consumidor, a medida democratiza o acesso ao débito automático para as empresas. 

Anteriormente, apenas grandes corporações conseguiam negociar convênios complexos com múltiplos bancos.

Assim sendo, micro e pequenas empresas, bem como microempreendedores individuais (MEI), agora têm uma ferramenta de cobrança automática simples e de baixo custo, o que melhora o fluxo de caixa e reduz a inadimplência.

O Brasil se consolida como um dos líderes globais em inovação financeira, e essa nova regra é mais um passo em direção a um futuro com menos papelada e mais agilidade nas transações diárias.


Leia Também: NOVO CRÉDITO IMOBILIÁRIO: Governo Lança Regras para Mudar Sonho da Casa Própria no Brasil


Dê o Próximo Passo e Domine Suas Finanças!

Não deixe a novidade passar! O Pix automático pagamentos recorrentes é a ferramenta que faltava para simplificar a gestão das suas contas mensais. 

A autorização é rápida, segura e permite que você mantenha o controle definindo um limite máximo de gasto.

Compartilhe esta notícia com seus amigos e familiares nas redes sociais para que todos possam aproveitar a facilidade e a segurança do novo Pix automático!

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NOVO CRÉDITO IMOBILIÁRIO: Governo Lança Regras para Mudar Sonho da Casa Própria no Brasil

Tempo de Leitura Estimado: 6 minutos

Revolução na Casa Própria: Entenda o Novo Crédito Imobiliário

Atenção, classe média brasileira! Uma grande novidade acaba de ser anunciada pelo Governo Federal, e ela pode mudar a forma como milhões de famílias conquistam o sonho da casa própria

Estamos falando do lançamento de um novo crédito imobiliário, uma reformulação no sistema de financiamento que promete facilitar o acesso a imóveis, especialmente para quem tem uma renda mensal entre R$ 12 mil e R$ 20 mil.

Essa medida não é apenas uma pequena mudança; é uma reestruturação ambiciosa do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) e do Sistema Financeiro da Habitação (SFH). 

O objetivo principal é injetar mais dinheiro no mercado imobiliário, tornando o crédito mais farto, competitivo e, o mais importante, sustentável para as famílias. 

Portanto, se você tem acompanhado as últimas notícias sobre economia, certamente notou que o setor imobiliário precisava de um incentivo.

O anúncio, feito pelo Ministério das Cidades, já está sendo visto como um poderoso motor para a construção civil, com potencial para gerar milhares de novos empregos e movimentar a economia do país.

Quem Ganha com o Novo Crédito Imobiliário?

O foco deste novo crédito imobiliário está claramente na classe média. Historicamente, essa faixa de renda muitas vezes se encontrava em uma "zona cinzenta": acima do teto de programas sociais, mas com dificuldades para acessar financiamentos mais caros.

Em outras palavras, as novas regras vêm para preencher essa lacuna. O limite máximo de valor do imóvel que pode ser financiado pelo SFH, que tem juros limitados, saltará de R$ 1,5 milhão para impressionantes R$ 2,25 milhões. 

Essa elevação do teto será gradual até 2027, dando mais tempo para o mercado se adaptar.

Foto: Marcelo Camará/Ministério das Cidades. CRÉDITO IMOBILIÁRIO: Governo Lança Regras para Mudar Sonho da Casa Própria no Brasil
Foto: Marcelo Camará/Ministério das Cidades


Além disso, os juros anuais nesses financiamentos do SFH não poderão ultrapassar 12%, garantindo condições mais controladas para os compradores. 

Estima-se que, somente com a nova estrutura, a Caixa Econômica Federal consiga financiar cerca de 80 mil moradias adicionais até 2026. Por conseguinte, a mudança traz uma nova perspectiva de futuro para muitas famílias que adiaram o projeto da casa própria.

Poupança 100% para Financiamento: A Chave do Novo Crédito Imobiliário

A grande inovação por trás deste novo crédito imobiliário reside na forma como o dinheiro da poupança será usado. Atualmente, os bancos são obrigados a aplicar apenas uma parte dos depósitos da caderneta de poupança em financiamentos habitacionais. 

O restante é dividido entre depósitos compulsórios no Banco Central (BC) e outras operações.

Contudo, o plano do governo é audacioso: direcionar gradualmente 100% dos recursos captados pela poupança para o crédito imobiliário. 

Isso significa que, a longo prazo, todo o dinheiro que os brasileiros guardam na poupança será a base para novos empréstimos para a compra de moradias. 

Isso maximiza a poupança como a principal e mais forte fonte de crédito habitacional no país.

Por exemplo, com a transição, a fatia que ia para o BC (os compulsórios) será reduzida e, em vez disso, será aplicada diretamente no novo regime de financiamento. Isto é, quanto mais as pessoas pouparem, mais dinheiro estará disponível para quem precisa de um financiamento.

O Cronograma da Mudança: Quando o Novo Modelo Começa a Valer

A reestruturação do sistema não será imediata. Ela será implementada em etapas, a fim de garantir uma transição suave e segura para o mercado.

  • Início: A implantação começa a partir de 2025.

  • Vigência Plena: O novo modelo deve entrar em plena vigência em janeiro de 2027.

Enquanto isso, durante o período de transição (que se estende de 2025 a 2026), continuará a valer a regra atual de que 65% dos recursos da poupança sejam aplicados no crédito habitacional. 

A mudança será progressiva, garantindo que o mercado possa se ajustar sem sustos.

 Impacto no Setor: Mais Oportunidades e Empregos

A injeção de mais recursos e o aumento do teto de financiamento são uma excelente notícia para o setor da construção civil. 

Com mais dinheiro disponível para o crédito e com mais famílias aptas a comprar, a demanda por imóveis deve crescer. 

Dessa forma, construtoras e incorporadoras terão mais incentivo para lançar novos projetos, gerando mais oportunidades de trabalho.

Consequentemente, o aquecimento do mercado imobiliário é um forte indicador de recuperação econômica. 

Além disso, a possibilidade de um novo crédito imobiliário mais acessível pode ajudar a reduzir o déficit habitacional do país, oferecendo moradia digna para uma parcela maior da população.


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Quer Saber Mais sobre o Novo Crédito Imobiliário?


Se você faz parte da classe média, tem uma renda entre R$ 12 mil e R$ 20 mil e sonha com a casa própria, este é um momento crucial. 

O novo crédito imobiliário é uma oportunidade real de realizar seu sonho com condições de financiamento mais favoráveis e um teto de valor de imóvel muito mais alto.

Compartilhe esta notícia com seus amigos e familiares nas redes sociais para que todos fiquem informados sobre essa importante mudança que impacta o futuro do mercado imobiliário brasileiro e mundial.

*Brasil61.

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